Após dois dias de julgamento, os jurados da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho condenaram Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa pelo assassinato do empresário Edson Nascimento Dalto, registrado em maio de 2024. Uma terceira acusada, Jucelainy Coelho de Araújo, ex-esposa de Daniel, foi condenada pelo crime de ocultação de cadáver. O julgamento teve a atuação do promotor de Justiça Marcus Alexandre.
A vítima era dona de um supermercado e acabou morta por dois funcionários de sua fazenda, localizada na zona rural do distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari. Conforme a denúncia do Ministério Público, o homicídio ocorreu durante uma discussão gerada por cobranças ligadas ao trabalho e à administração da propriedade rural. No desentendimento, o homem sofreu agressões violentas, sendo atingido na cabeça e em outras partes do corpo por golpes de uma colher grande de madeira.
Depois do ataque, os envolvidos adotaram medidas para limpar o imóvel, afundaram o automóvel da vítima em uma lagoa próxima e jogaram o corpo em um rio, onde a localização ocorreu três dias mais tarde. Em plenário, os dois homens confessaram o assassinato, mas alegaram que cometeram o ato após provocação injusta, argumento de homicídio privilegiado que foi recusado pelos jurados. A mulher admitiu que limpou o local e respondia apenas pela ocultação do cadáver.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Pela decisão, Daniel Barroso de Souza, indicado como mentor do crime, recebeu pena de 28 anos de prisão, enquanto William Borges Costa foi condenado a 19 anos e 8 meses de reclusão. A pena imposta a Jucelainy Coelho de Araújo foi de um ano de prisão.

