A Polícia Civil de Rondônia deflagrou a Operação Quirinus para investigar a atuação de uma facção criminosa em Rolim de Moura. A ação policial cumpre sete mandados de prisão preventiva e vinte e um mandados de busca e apreensão. O grupo é suspeito de controlar a venda de entorpecentes na região e manter domínio sobre atividades como rinhas de galos com apostas ilegais.
Segundo as investigações da DRACO2, a estrutura do grupo impôs um monopólio na comercialização de drogas no município, com divisão de funções entre fornecedores, intermediários e revendedores. Uma das redes operava com entregas de maconha, cocaína e crack coordenadas em tempo real e pagamentos via Pix, enquanto outra frente mantinha ponto fixo de distribuição. Durante a apuração, foram reunidos registros de comercialização, imagens de drogas e de uma arma de fogo.
No núcleo voltado às rinhas e apostas ilegais, dez investigados foram alvos de medidas cautelares, que incluem a proibição de participar das rinhas e de manter contato entre si. Os suspeitos do núcleo de drogas podem responder por tráfico e associação para o tráfico, cujas penas máximas somadas chegam a 25 anos de prisão.
A operação policial é um desdobramento de uma ação anterior da unidade e integra as atividades da Renorcrim. A execução contou com o apoio da SESDEC, do Ministério Público de Rondônia por meio do GAECO, da DECCO, do DPI, da IDARON e da Secretaria do Meio Ambiente. As investigações prosseguem com a análise do material recolhido.

